3 de set de 2011

Quando libertamos nosso arco - íris interno




Na maioria dos casos de pessoas que
se descobrem '' diferentes '' a primeira
coisa que fazem é negar - se a si mesmo.
Quando os tais '' sintomas '' do diferente persis-
tem, a segunda coisa que essas pessoas fazem é
procurar a cura.
Essa questão da aceitação tem o mesmo grau de
dificuldade de se assumir, só que se aceitar depen-
de apenas de nós. Ninguém sonha em ser gay,
lésbica, transgenero; como ninguém quer para a
vida preconceito, violência gratuita, viver se
escondendo.
 Mas quando essa condição aparece ficamos sem
chão, tentamos esconder o grande sol com a pe-
neira. Ficamos dias, meses, em inumeros casos
anos tratando - a como um bicho de sete cabeças.
E sem perceber trancamos nossas vontades e
sentimentos em uma jaula, junto com um monstro
chamado medo.
E esse monstro com o tempo vai sugando nossa
felicidade, nos dando de brinde uma vida que não é
nossa com poucos motivos para sorrir.
Encarnamos um personagem sem coração, progra-
mado para seguir os padrões de '' normalidade ''.
Mas chega uma hora que temos que dá um basta! O
peito grita insistindo em querer respirar. E aos
poucos um filme passa diante de nossos olhos, cai a
ficha de quanto amor perdemos trancados nessa jaula.
Após a queda da ficha entramos em fase de transição,
começamos a nos amar, a agir de acordo com nossas
vontades, a aceitar nossos sentimentos mais profundos.
Até que libertamos nosso arco - íris interno, vestimos
a camisa da condição tão rejeitada em outrora e com
isso, matamos as seis cabeças do bicho. Entramos
com pontos de sobra na batalha contra a sétima
cabeça que é se assumir.

Mas ai esse assunto fica para outra postagem.




         

2 comentários:

  1. Nunca achei que alguém seria capais de transformar em palavras todo o que sinto e já senti.
    Parabéns pelo texto. Belíssimo.
    Quanto as 7 cabeças do mostro, nunca me senti tão orgulhosa de ter derrotado todas, como agora.

    Um beijão.
    Akii

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  2. Acho maravilhoso como você faz de sentimentos.. palavras.
    Parabéns...
    Eu consegui derrotar todas as cabeças, mas ainda não me sinto muito satisfeita. Pra mim deveria ser normal, nós somos normais. Então porque temos que ficar transpassando cabeças??

    Um abraço, Kaede Cardoso.

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