9 de dez de 2010

Universo butch II

                   
                                                                 
O preconceito é maior, eu percebo.
Na rua os olhares incomodam, os
comentários do tipo: como Deus permite
isso? Ou ai! Parece um homem.
Estou acostumado com tudo isso, pra vocês
terem noção: nem precisei me assumir!
Ganhei o rotulo de cara, o que achei ex-
tremo absurdo.
O objetivo de eu abordar esse tema, é para
monstrar o dia - a - dia de um universo até en-
tão desconhecido.
É fácil nas boates: ser chamado de bonitinho. O que
machuca é o dia seguinte a realidade nua e crua.
O acontecimento mais traumático que eu passei
foi: em uma festa, eu entrar no banheiro feminino como o
de constume e uma senhora, me confundir com um
homem e chamar os seguranças do local.
Foi uma senssação horrivel, parecia que eu era  um
maniaco. Garoto você é maluco? [\perguntou um dos
seguranças] Não. Desculpe...mas eu sou...menina [\res-
pondi com firmesa]
Outro caso é ir comprar roupas e ainda ter a-
quelas revendedoras séculos XIX C&A por exemplo:
eu com a bermuda Jeans de 6 bolsos
da Enzo e a regata da Calvin Klein pronta para
pagar e ela me vem com: é pro seu namorado? [\eu res-
pondi, curta e grossa: não. É pra mim.]


                                                                                  | Até a próxima |

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